Por que o sorgo cresce no Brasil

O sorgo (Sorghum bicolor) plantado no Brasil avançou de 700.000 hectares em 2015 para mais de 2,5 milhões em 2026 — crescimento de 250% em uma década. Os motores desse crescimento são: expansão como segunda safra (safrinha) em substituição ao milho em regiões com janela climática mais curta, demanda crescente como ração animal em substituição parcial ao milho, e desenvolvimento de variedades de sorgo sacarino para produção de etanol de 2ª geração.

Tipos de sorgo e suas finalidades

Época de plantio

O sorgo tem maior tolerância ao calor e à seca que o milho — o que o torna ideal para plantio após a janela ideal do milho safrinha:

Densidade de plantio e espaçamento

Adubação de base e cobertura

O sorgo é menos exigente em fertilidade do que o milho — o que é uma de suas vantagens em solos de menor fertilidade na safrinha. Adubação de base típica: 200 a 300 kg/ha de NPK (4-20-20 ou similar), aplicados no sulco de plantio. Cobertura com 60 a 80 kg/ha de nitrogênio (ureia) dividida em duas aplicações: aos 20 e 40 dias após a emergência.

Produtividade esperada

O sorgo granífero substitui o milho na ração?

Sim, parcialmente. O sorgo granífero tem valor energético de 95 a 98% do milho (menor teor de amido, ligeiramente maior de proteína bruta). Pode substituir o milho na ração de bovinos, suínos e aves em até 30% sem ajuste de formulação, e em proporções maiores com ajuste nutricional. A limitação é o tanino presente em algumas variedades, que reduz a palatabilidade em aves — use variedades de baixo tanino para avicultura.