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Calculadora de dose de defensivo por tanque e por área

Atualizado em setembro de 2026Redação AgroNegócio Web

A bula informa dose por hectare; o operador precisa saber quanto colocar no tanque. Entre os dois números está a conta que, malfeita, gera subdosagem, resistência e resíduo fora do padrão.

Preencha com os dados da sua situação

Os valores padrão são exemplos de referência. Substitua por dados da sua propriedade — laudo de solo, catálogo do equipamento, preços praticados na sua região.

A conta em três passos

  1. Hectares por tanque = capacidade do tanque ÷ volume de calda por hectare. Um tanque de 2.000 L a 150 L/ha cobre 13,33 ha.
  2. Produto por tanque = dose por hectare × hectares por tanque. Uma dose de 2,5 L/ha exige 33,33 L por tanque cheio.
  3. Último tanque = preparar apenas o volume correspondente à área restante, com a dose proporcional.
Nunca "arredonde para cima" a dose no tanque. Sobredosagem não melhora o controle, aumenta o custo, eleva o risco de fitotoxidez e pode gerar resíduo acima do limite máximo permitido — o que compromete a comercialização, especialmente para exportação.

Ordem de mistura no tanque

A ordem correta evita floculação, entupimento de filtro e perda de eficácia:

  1. Encher o tanque até metade e acionar o agitador.
  2. Sacos hidrossolúveis (WSP) — deixar dissolver completamente.
  3. Pós molháveis (WP) e grânulos dispersíveis (WG) — pré-diluir em pré-mistura.
  4. Suspensões concentradas (SC).
  5. Concentrados solúveis (SL).
  6. Concentrados emulsionáveis (EC).
  7. Adjuvantes, óleos e fertilizantes foliares por último.
  8. Completar o volume com água mantendo o agitador ligado.

Segurança e conformidade

A aplicação de defensivo agrícola no Brasil exige receituário agronômico emitido por profissional habilitado, que define produto, dose, volume de calda, alvo, intervalo de segurança e equipamento de proteção. A calculadora ajuda na operação, não substitui a prescrição.

Perguntas frequentes

A dose muda se eu alterar o volume de calda?

Não. A dose por hectare é fixa e vem da bula. O que muda é a concentração da calda: o mesmo produto em 100 L/ha fica mais concentrado que em 200 L/ha. Algumas bulas trazem dose por 100 litros de calda em vez de por hectare, especialmente em fruticultura — nesse caso a lógica se inverte e o volume aplicado define a quantidade total.

Posso misturar dois produtos no mesmo tanque?

A mistura em tanque é prática comum, mas exige compatibilidade física e química, respaldo do receituário agronômico e teste prévio de compatibilidade em jarro quando a combinação não é conhecida. Nem toda mistura é permitida e algumas reduzem a eficácia dos componentes.

Como faço o teste de compatibilidade em jarro?

Em um recipiente transparente, reproduza a proporção da calda em pequena escala, respeitando a ordem de mistura. Observe por 15 a 30 minutos: formação de grumos, separação de fases, precipitado ou aumento de viscosidade indicam incompatibilidade. Faça o teste antes de preparar o tanque cheio.

O que fazer com a sobra de calda?

Aplicar em área que ainda não recebeu a dose completa, respeitando o limite por hectare. Se não houver área disponível, a calda deve receber destinação conforme a legislação ambiental — nunca descarte em solo, curso d'água ou rede de drenagem.

Leia também

Referências e métodoOrdem de mistura conforme boas práticas de tecnologia de aplicação. A aplicação de defensivos agrícolas no Brasil é regulada pela Lei 14.785/2023, que revogou a Lei 7.802/1989, e pela sua regulamentação, com atuação do Ministério da Agricultura, da Anvisa e do Ibama. A venda exige receituário agronômico.

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