Calculadora de dose de defensivo por tanque e por área
A bula informa dose por hectare; o operador precisa saber quanto colocar no tanque. Entre os dois números está a conta que, malfeita, gera subdosagem, resistência e resíduo fora do padrão.
Preencha com os dados da sua situação
Os valores padrão são exemplos de referência. Substitua por dados da sua propriedade — laudo de solo, catálogo do equipamento, preços praticados na sua região.
A conta em três passos
- Hectares por tanque = capacidade do tanque ÷ volume de calda por hectare. Um tanque de 2.000 L a 150 L/ha cobre 13,33 ha.
- Produto por tanque = dose por hectare × hectares por tanque. Uma dose de 2,5 L/ha exige 33,33 L por tanque cheio.
- Último tanque = preparar apenas o volume correspondente à área restante, com a dose proporcional.
Ordem de mistura no tanque
A ordem correta evita floculação, entupimento de filtro e perda de eficácia:
- Encher o tanque até metade e acionar o agitador.
- Sacos hidrossolúveis (WSP) — deixar dissolver completamente.
- Pós molháveis (WP) e grânulos dispersíveis (WG) — pré-diluir em pré-mistura.
- Suspensões concentradas (SC).
- Concentrados solúveis (SL).
- Concentrados emulsionáveis (EC).
- Adjuvantes, óleos e fertilizantes foliares por último.
- Completar o volume com água mantendo o agitador ligado.
Segurança e conformidade
A aplicação de defensivo agrícola no Brasil exige receituário agronômico emitido por profissional habilitado, que define produto, dose, volume de calda, alvo, intervalo de segurança e equipamento de proteção. A calculadora ajuda na operação, não substitui a prescrição.
- Tríplice lavagem das embalagens vazias, com a água de lavagem devolvida ao tanque, e devolução na unidade de recebimento no prazo legal.
- EPI completo conforme indicado no rótulo, incluindo respirador adequado ao produto, luvas nitrílicas, avental impermeável, botas e viseira.
- Intervalo de segurança entre a última aplicação e a colheita, respeitado rigorosamente — é o que garante o resíduo dentro do limite.
- Intervalo de reentrada na área tratada, para trabalhadores sem EPI.
- Sobra de calda deve ser aplicada em área que ainda comporte a dose, nunca descartada no solo ou em curso d'água.
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Perguntas frequentes
A dose muda se eu alterar o volume de calda?
Não. A dose por hectare é fixa e vem da bula. O que muda é a concentração da calda: o mesmo produto em 100 L/ha fica mais concentrado que em 200 L/ha. Algumas bulas trazem dose por 100 litros de calda em vez de por hectare, especialmente em fruticultura — nesse caso a lógica se inverte e o volume aplicado define a quantidade total.
Posso misturar dois produtos no mesmo tanque?
A mistura em tanque é prática comum, mas exige compatibilidade física e química, respaldo do receituário agronômico e teste prévio de compatibilidade em jarro quando a combinação não é conhecida. Nem toda mistura é permitida e algumas reduzem a eficácia dos componentes.
Como faço o teste de compatibilidade em jarro?
Em um recipiente transparente, reproduza a proporção da calda em pequena escala, respeitando a ordem de mistura. Observe por 15 a 30 minutos: formação de grumos, separação de fases, precipitado ou aumento de viscosidade indicam incompatibilidade. Faça o teste antes de preparar o tanque cheio.
O que fazer com a sobra de calda?
Aplicar em área que ainda não recebeu a dose completa, respeitando o limite por hectare. Se não houver área disponível, a calda deve receber destinação conforme a legislação ambiental — nunca descarte em solo, curso d'água ou rede de drenagem.